Desde sexta-feira, 8 de fevereiro, a balsa que faz a travessia entre Fartura e Barão de Antonina, pelas águas do Rio Itararé (Represa Chavantes), voltou a funcionar após um ano e dois meses interditada (desde 30 de novembro de 2017). Os horários de funcionamento são de segunda-feira a sábado das 7 às 17h30 e aos domingos das 9 ás 17 horas. 
A interdição imposta pela Marinha do Brasil devido irregularidades encontradas resultou em uma reforma do casco da embarcação, como também outras melhorias exigidas pela corporação. 
Segundo o encarregado Noel Nucci, a demora de a balsa voltar a funcionar se deu pela burocracia encontrada pela Prefeitura de Fartura na contratação da empresa para reformar a embarcação e também a dificuldade para regularizar a documentação. 
Após licitações desertas, a empresa FBC Montagens Industriais (Lidiane Marcelo – MEI) executou a recuperação do casco da balsa pelo valor de R$ 37.500,00.
Depois de reformada, a Marinha retornou a Fartura para realização de vistoria, na qual foi encontrada problemas com a documentação da embarcação, pois o motor havia sido trocado no passado e não havia sido regularizado.
“Por isso não conseguimos colocar a balsa para funcionar depois de reformada”, frisou Noel Nucci.
Com a documentação regularizada pelo Executivo em janeiro, um oficial da Marinha esteve em Fartura e autorizou o funcionamento da balsa, porém também necessitou uma melhoria no porto da embarcação do lado farturense devido o baixo nível da represa. Um funcionário e maquinário da Prefeitura teve que ser deslocado até o porto para execução do serviço.
Nesta semana o prefeito Tinho Bortotti e o vereador João Buranello estiveram no local para conferir o funcionamento da balsa.
O prefeito ressaltou que pretende construir próximo ao porto banheiros e um refeitório para os funcionários.
Entre a data que a embarcação foi interditada e seu retorno ocorreu reclamações de munícipes de cidades que utilizam o serviço de travessia. Os usuários teceram críticas sobre a dificuldade por causa do aumento da distância entre as cidades sem a embarcação.
A balsa que faz a travessia de Fartura e Barão de Antonina já ficou interditada diversas vezes e a manutenção é realizada somente por Fartura, pois Barão de Antonina apenas sede dois funcionários e parte do combustível (óleo diesel) utilizado. Já houve reuniões entre autoridades das duas cidades para rever os deveres quanto ao equipamento, porém não se chegou a um consenso.
A embarcação é obsoleta e funciona há aproximadamente 30 anos na travessia de veículos entre os municípios e principalmente é utilizada no escoamento de produção agrícola e no transporte de trabalhadores rurais.