Mediante licitação, a prefeitura de Fartura contratou a empresa Ovamar Construções Ltda para terminar a obra da Creche Escola do bairro Bela Vista (Escola de Educação Infantil Pró-Infância), em Fartura. Iniciada em 2007, a construção da Creche Escola ficou paralisada por vários anos e os trabalhos retornaram nesta semana.
O valor da mão de obra para conclusão do local ficou em R$ 229.964,58. Todo o gasto para o término da Creche Escola ficará em aproximadamente R$ 800 mil e esse montante oriundo dos cofres públicos municipais, inclusive não poderá ser investido recursos do Fundeb. O prazo para o término dos trabalhos é de cinco meses.
O retorno das obras se sucedeu devido uma determinação do Governo Federal para que o Executivo termine a Creche Escola ou terá que devolver o valor já investido para o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
O prefeito de Fartura Tinho Bortotti informa que os valores gastos na obra da Creche Escola seriam utilizados em recapeamento de ruas e em outras áreas.
AÇÃO CIVIL PÚBLICA – O chefe do Executivo Tinho Bortotti também confirmou que a Prefeitura está movendo uma Ação Civil Pública contra os ex-prefeitos Zé da Costa e Paulo Amamura, o engenheiro responsável pela fiscalização da obra Paulo Roberto Lucarelli e a empresa contratada para executar os serviços em 2007, a Construtora Mazetto.
Segundo a Ação, a Prefeitura abriu uma Sindicância em 2013 para apurar eventuais irregularidades na construção da Creche Escola e foi averiguada que a metragem concluída de parte da obra não condizia com o valor pago a empresa. Com isso, o Executivo exige o ressarcimento ao Erário no valor de aproximadamente R$ 200 mil. O Ministério Público também abriu um inquérito civil para investigar o caso.
Procurados pela reportagem do Jornal Sudoeste do Estado, o ex-prefeito Zé da Costa, que iniciou a obra em seu último ano de mandato (2007), disse que os valores repassados pelo Governo Federal foram todos investidos e que houve fiscalização tanto do engenheiro da prefeitura na época, quanto de funcionários do FNDE. Relatou também que deixou para o prefeito que assumiu em 2008 (Paulo Amamura) um aditivo (valor para o término da obra) de aproximadamente R$ 140 mil. 
Paulo Amamura falou que adquiriu com o aditivo a caixa d’água instalada no local e após romper o contrato com a Construtora Mazetto colocou funcionários públicos para executar a obra. Confidenciou que foi a Brasília pedir mais recursos no Ministério da Educação (MEC), mas que recebeu como resposta que teria que concluir a obra com recursos próprios e por isso os serviços foram paralisados.
O engenheiro Paulo Roberto Lucarelli ressaltou que era o responsável pela fiscalização da obra e que aguarda a determinação da Justiça para se pronunciar e um dos sócios da Construtora Mazetto, Júlio Mazetto, afirma que a empresa executou o que estava no contrato e aguarda a resolução do caso.